gestão de colecções . conservação e restauro
Ao conceito de conservação museológica de bens culturais são inerentes três áreas de intervenção: preservação, conservação e restauro.

Preservação ocupa-se directamente com o património cultural consistindo na conservação dos bens no presente. A manutenção e a limpeza periódica são a base da prevenção.

Conservar é defender os bens culturais da acção de agentes, químicos, físicos e biológicos, que os atacam, dando aos bens um tratamento correcto, sendo necessário uma permanente fiscalização das condições ambientais, manuseio e armazenamento, tendo como objectivo principal prolongar a vida dos materiais.

Restauro tem com objectivo revitalizar a concepção original do objecto. "O restauro é quase uma neurose da perfeição, em que não existe nem mais nem menos", como proferiu um dia a restauradora Marilka Mendes.
Conservar e preservar para não restaurar.


Conservação Preventiva

O Museu do Papel trabalha no sentido de garantir as condições adequadas e promove as medidas preventivas necessárias à conservação dos bens culturais nele incorporados, de acordo com as normas veiculadas pelas entidades competentes nesta matéria.

A conservação dos objectos culturais que constituem o espólio do Museu obedece a um documento próprio - Normas e Procedimentos de Conservação Preventiva - elaborado pelo Museu do Papel de acordo com as especificidades identificadas, no qual se definem os princípios e as prioridades da conservação preventiva, da avaliação de riscos, e respectivos procedimentos. Este documento está disponível brevemente.

Limpeza de manuscrito Documento acondicionado em papel não ácido
Limpeza de manuscrito: “Levantamento das fábricas, açudes e levadas do lugar de Riomaior”, de 1887. Doação de Custódio Ferreira Pais. Documento acondicionado em papel não ácido: “Planta da Fábrica Hidráulica de Papel de José Ferreira Pais”, de 1929. Doação de Custódio Ferreira Pais.


   Normas e Procedimentos

As normas e procedimentos de conservação museológica adoptados no Museu do Papel, encontram-se de acordo com a Lei-Quadro dos Museus Portugueses (Lei n.º 47/2004, de 19 de Agosto) que estabelece a conservação como uma função museológica obrigatória e define, nos artigos 27.º a 31.º, as principais regras que os museus devem seguir para garantir as adequadas condições de conservação aos bens culturais neles incorporados.

Limpeza de manuscrito Limpeza de livro
Limpeza de manuscrito: “Escritura de fundação do Engenho da Lourença”, de 1822. Doação de Custódio Ferreira Pais. Limpeza de livro, com aspirador de sucção regulável: “A Abelheira e o fabrico de papel em Portugal”, de 1935.


A realização de inspecções e verificações de rotina ao acervo e ao próprio edifício são essenciais para uma conservação preventiva eficaz, evitando-se assim o aparecimento de problemas e deteriorações inesperadas e minimizando-se os danos sobre os bens culturais.

Neste sentido, é importante prevenir de um modo abrangente, identificando causas de alteração e consequentes efeitos agressivos, criando-se condições para que, antecipadamente, se anulem os factores de degradação.

 

Forma de fazer cartuchos antes da limpeza Forma de fazer cartuchos após limpeza
Forma de fazer cartuchos (antes e após limpeza) da antiga sacaria António Marques, Lda., Paços de Brandão. Doação de António Marques.


A preservação do edifício e das colecções só se garante com uma atitude de observação constante de toda a equipa do museu e um trabalho sistemático de manutenção dos funcionários responsáveis, de forma a salvaguardar o património, na linha do pensamento de Luís Elias Casanovas: “Não são os conceitos que conservam, é o nosso trabalho”.


 Restauro de laminadora da Fábrica de Papel de Nogueira da Regedoura.  Restauro de laminadora da Fábrica de Papel de Nogueira da Regedoura.
  Restauro de laminadora da Fábrica de Papel de Nogueira da Regedoura.
Doação de Sociedade Transformadora Papéis Vouga, Lda.



  Procedimentos gerais de conservação preventiva

Dado que a Conservação Preventiva tem como objectivo principal a prevenção de danos, o museu tem vindo a implementar procedimentos de manutenção e planos de emergência e segurança, bem como práticas de protecção que incluem a monitorização das condições de conservação e ambientais, que visam contrariar os agentes de deterioração que afectam e degradam o seu acervo, nomeadamente, a temperatura, a humidade, a luz, a poluição, as pragas e a acção do Homem.

Atendendo a que o Museu do Papel vive numa comunhão íntima com o rio e que, pelo facto de ser um museu industrial em actividade, a água é uma presença constante em alguns espaços da exposição permanente sobre a produção manual e industrial de papel, ao contrário dos museus tradicionais, a humidade faz parte do quotidiano do Museu do Papel, sendo fundamental para a conservação de algumas peças, nomeadamente as de madeira de pinho que integram os processos de fabrico.

Enfardadeira de papel antes da limpeza Enfardadeira de papel após limpeza
Enfardadeira de papel (antes e após limpeza) da Fábrica de Papel de Luís de Oliveira Santos, Lda.
Paços de Brandão. Doação de Luís de Oliveira Santos. 

No entanto, os níveis de humidade, temperatura e iluminação são ajustados aos diferentes espaços do museu como por exemplo o Centro Documental.

A nível de iluminação e dado que o museu está instalado num conjunto de edifícios do século XIX, com ambiências caracteristicamente sombrias, torna-se necessário recorrer, mesmo durante o dia, a uma iluminação artificial (luz fria) que apesar de não incidir directamente sobre a colecção, é somente utilizada no decorrer das visitas ao museu.

Iluminação da Casa do Espande. Pormenor do Engenho da Lourença, matéria-prima para a produção manual de papel.
Iluminação da Casa do Espande. Pormenor do Engenho da Lourença, matéria-prima para a produção manual de papel.


  e-mail

geral@museudopapel.org 



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